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quinta, 15 fevereiro 2018 17:27
Atualidade

Revisão das guidelines ECCO/ESPGHAN para o tratamento da colite ulcerosa em doentes pediátricos

A revisão contempla ainda um novo algoritmo de tratamento que reflete uma abordagem "treat-to-target", orientada por parâmetros mais objetivos. A sua apresentação está agendada para a sessão científica que terá lugar no último dia do congresso ECCO, dia 17, e o documento será publicado na íntegra durante o primeiro trimestre de 2018.

A colite ulcerosa (CU) que surge em idade pediátrica manifesta-se habitualmente em formas mais extensas, o que lhe confere um pior prognóstico comparativamente às formas que surgem em idade adulta e se traduz em taxas de colectomia e taxas de hospitalização por exacerbação aguda significativamente superiores nesta população de doentes.

Embora as formas pediátricas de CU partilhem fundamentalmente as características das formas adultas, a puberdade, bem como as necessidades psicossociais inerentes à idade representam desafios particulares no tratamento da doença em doentes mais jovens. Para responder a estes desafios, uma revisão sistemática da literatura levada a cabo por um grupo de trabalho de especialistas da European  Crohn’s  and  Colitis  Organization  (ECCO)  e da European  Society  for  Paediatric  Gastroenterology,  Hepatology, and Nutrition (ESPGHAN) culminou, em 2012, na publicação de recomendações de consenso para o tratamento da CU em doentes pediátricos.1

A experiência acumulada e os avanços científicos que se verificaram ao longo dos últimos cinco anos após a publicação destas primeiras recomendações parecem justificar agora uma revisão das mesmas. Esta revisão contou com a participação de especialistas do grupo de doença inflamatória do intestino pediátrica da ESPGHAN – Paediatric IBD Porto Group – e da ECCO e atualiza as recomendações relativas à CU aguda grave e ao tratamento da CU em ambulatório, combinando-as num único documento. Baseou-se numa extensa revisão da literatura, fazendo uso dos critérios de Oxford para a classificação dos níveis de evidência e prevê a publicação de tabelas suplementares que acompanhem a evolução do conhecimento científico nesta matéria. 

Quanto ao conteúdo, destaca-se o maiorênfase atribuído ao papel da calptrotectina fecal para a monitorização dos doentes em ambulatório, bem como a atualização do conhecimento científico relativamente aos novos alvos terapêuticos. O documento aborda também outros aspetos como o tratamento intensivo em fases precoces da doença que continua a ser alvo de contínua investigação em pediatria ou a tromboprofilaxia em doentes pediátricos com CU aguda grave, embora não sejam feitas recomendações definitivas sobre estes tópicos.

Aceda aqui ao artigo original.

Referências:

1 Turner D, Levine A, Escher JC, et al. Management of pediatric ulcerative colitis: Joint ECCO and ESPGHAN evidence-based consensus guidelines. J Pediatr Gastroenterol Nutr. 2012;55:340–61.

Agenda

fev14
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Lehar 4, Congress Centre, Messe Wien
fev14
13:30-17:00
Lehar 2, Congress Centre, Messe Wien
fev14
13:30-16:30
Schubert 4-5, Congress Centre, Messe Wien
fev15
08:15-17:15
Stolz 1-2, Congress Centre, Messe Wien

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